Olá pessoal! Bom dia... a Li me mandou essa info que está postada no Terra e achei demais!
Resolvi postar aqui a reportagem que o Fabiano Rampazzo fez porque achei demais a atitude do "Rafael" com seu "coração aberto" ao novo e ao respeito dele com o estiloque não estava (até então) na lista dos seus preferidos.
Leia!
Sábado, 21 de março de 2009, 19h30 Atualizada às 13h08
Metaleiro cai de pára-quedas em show de Liza Minnelli
"Que som essa mina toca?" A "mina", convém explicar, é a cantora e atriz de 63 anos Liza Minnelli. O dono da curiosa frase, vale dizer, é o estudante secundarista Rafael Lennert, 18 anos, metaleiro e fã de Metallica e Megadeth. Por mais inusitada que possa parecer, a frase de Rafa demonstra uma franca abertura desprovida de preconceitos. E foi nesse espírito que Rafa, um repórter e um fotógrafo chegaram ao Via Funchal, casa de shows em São Paulo, na noite de gala da última quinta-feira, para o show de Liza.
Não só pela extensa cabeleira e pelos sutis 1,95m de altura, Rafael virou uma espécie de atração pré-show também pelo look totalmente preto: tênis de cano alto, calça, camisa e jaqueta de couro, destoando dos vestidos coloridos e abrilhantados das experientes madames que lá estavam para prestigiar Liza. Umas olhavam curiosas, outras com notado medo e, duas ou três, com velado desprezo à presença estranha e impaciente do intruso.
"Tem lugar para fumar aqui? Não? Que bosta!", este é Rafael no hall de espera do Via Funchal. Por fim, Rafa encontrou um fumódromo e se acalmou. Depois de alguns minutos, já devidamente acomodado em um dos melhores setores do camarote da casa de shows, vibrou com a foto da banda Motörhead que apareceu no telão em um clipe da programação futura de shows da casa. O problema é que nem só de Motörhead é feita a programação. "Nossa, deu vontade de bater nesses caras do NX Zero, não sei por quê", disse ele, com voz calma, ao ver a foto da banda emo no telão. Rafa chamou um garçom, pediu uma vodca e, segundos depois, Liza Minnelli entrou.
"Hum, coroa enxuta, hein!" Se é verdade que a primeira impressão é a que fica, ponto pra Liza! Veio a primeira música e com ela uma tímida cara de aprovação na cara do metaleiro. "Legal, cara!", disse Rafa. "Isso atrás dela parece aquelas big bands de Jazz, saca?", completou o rapaz que, aos poucos, ia se mostrando bem mais requintado do que se supunha.
Do outro lado, Liza também surpreendia positivamente. Com uma adolescente disposição, percorreu o palco, cantou, sussurou, gritou e, talvez até para pegar um pouco de fôlego, conversou com a platéia em todos os intervalos de cada música cantada. "Ela é carismática pra c..., né?", disse Rafa. Liza ganhava, aos poucos, o aberto coração de Rafael.
O metaleiro chegou a reclamar da pouca vodca no copo e, por vezes, se entreteve mais com as fãs de Liza do que com a própria, mas o pezinho esquerdo batendo no chão e acompanhando a melodia de New York, New York não deixou dúvida: Rafa gostou do que viu. "Velho, achei isso tudo do c...!"
Na hora de ir embora, um pit stop (na verdade foi quase um rapa) nas demais mesas do camarote que deixaram petiscos e canapés ao Deus dará. Deus escolheu Rafa. "Hum, delícia!", disse ele, que se não chegou a encher os bolsos, sejamos justos, matou toda a fome.
Certamente, Rafael não chegou na manhã seguinte ao colégio onde estuda de cabelos aparado e ouvindo uma coletânea da Liza Minnelli em seu MP3 player. Mas é bom seus colegas não estranharem se virem o metaleiro cabeludo num intervalo de aula qualquer assobiando discretamente New York, New York enquanto acende um cigarro.